publicado por gondomaralegre2011 | Domingo, 28 Novembro , 2010, 22:35

 

  

 

  

 

Estamos, decididamente, em tempo de vacas magras. Magras e loucas! Mesmo com o Natal à porta - que é tempo de esperança - o nível de optimismo dos portugueses não está em alta. Nada que não fosse já esperado, nada que, de algum modo, nos deixe agora espantados. Também por isso, contribuir para que o pessimismo tome conta do nosso dia-a-dia parece ser um mau serviço que prestamos a nós próprios e a todos quantos nos rodeiam. Por isso, procurar o lado bom das coisas é uma espécie de obrigação ou, pelo menos, uma espécie de obra de misericórdia que se nos impõe.

 

Contudo, as coisas não estão bem. São poucas as boas notícias e ainda menos as que nos poderiam empolgar. Isto torna as coisas ainda mais difíceis. Pior do que o vazio do dia de hoje é a ausência de perspectivas para o dia de amanhã. E não há sociedade que possa viver sem saber para onde vai. Falta um gesto de incentivo, falta uma palavra de incitamento. Falta esse gesto e essa palavra por parte de quem tem a responsabilidade de a dizer e, sobretudo, por parte de quem se propôs conduzir a coisa pública. Faltam, assim, gestos e palavras, mas faltam, sobretudo, razões para que os gestos e as palavras possam acontecer e façam algum sentido.

 

Não há muito tempo, em conversa com um dirigente catalão de visita a Portugal, falava-se das razões do protagonismo de Barcelona não apenas na cena europeia mas, também, na cena mundial. Todos julgamos conhecer as razões que, no essencial, estão na base desse protagonismo e que, dum modo geral, têm a ver com uma capacidade de realização e com o grau de aproveitamento das oportunidades que o trabalho aturado - que, para alguns é a "sorte" - trazem à cidade e à região e no esclarecimento duma classe dirigente que, desde há longos anos, tem sabido gerir os recursos de que dispõe e, para além disso, tem sabido fazer reverter a seu favor - e de modo afirmativo - as eventuais fraquezas duma "autonomia" em tensão permanente com o velho centralismo madrileno. Contudo, esse responsável catalão, reconhecendo, embora, a razão de tais argumentos, considerou que não deviam ser negligenciados dois outros aspectos que, do seu ponto de vista são capazes de potenciar todos os outros, a saber: a grande vitalidade da sociedade catalã traduzida numa participação constante em todas as questões que, de qualquer modo, interessam à comunidade, por um lado, e, por outro, uma "atitude" perante a vida e as coisas que dito na língua de Cervantes tem outra sonoridade e outro sabor e que é a expressão, "pecho adelante!".

 

A verdade é que não há assunto relevante - e há sempre um assunto relevante para os catalães - que não produza quaisquer centenas de intervenções públicas importantes sobre esse mesmo assunto, sem contar com as múltiplas e circunstanciais abordagens nos mais diversos meios de comunicação mas que também fazem história e contam para o resultado final! E se a capacidade para produzir matéria relevante sobre qualquer assunto é uma condição "sine qua non" para que esse assunto tenha significado, não menos importante é a forma como a discussão é feita e a decisão que é tomada. Fazer uma coisa e outra com "pecho adelante" que o mesmo é dizer, com decisão e com convicção e não de forma mitigada ou timorata, é essencial para o sucesso de qualquer "empreitada". Não basta, por isso, aproveitar as oportunidades. É essencial saber aproveitá-las. Fazer as coisas com convicção, empenhadamente e querendo mesmo ganhar e não simplesmente acreditando que se pode ganhar, é fulcral. Acreditar em milagres ou apenas na sorte que sempre há-de bafejar ou proteger quem confia, não chega! É, de facto, essencial que haja um "clic" que torna o apenas possível no eminentemente realizável.

 

A cidade e o país não podem deixar que a sua voz se extinga nem que o seu "peito" se dobre ao peso dum futuro que ameaça tornar-se cada vez mais cinzento se, por ele, nada for feito e "de peito aberto" que, dito na língua de Camões, também tem de ter força!

 

in JN - 2010/11/28

 




Hino Nacional
"A Portuguesa"




“Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa hu-
mana e na vontade popular e empen-
hada na construção de uma socieda-
de livre, justa e solidária”.
(Constituição Rep. Portuguesa-art.1º)

«O melhor que a história nos pode dar
é suscitar o nosso entusiasmo»
(Goethe).


gondomaralegre2011@sapo.pt
gondomaralegre2011@gmail.com



Biografia de Manuel Alegre





Estrutura da Candidatura

Apoiantes de Manuel Alegre











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4


5


6


7


8


9


10


11


12


13






António Arnaut



Carlos Brito



Isabel Castro



José Niza



Toni



André Freire

Hino da Campanha



LIVRE E FRATERNO PORTUGAL


Voltar a acreditar neste País
Voltarmos a regar nossa raiz
Voltarmos a sorrir
Sem nuvens a tapar
O sol que vai brilhar no nosso olhar.

Voltar a inventar este lugar
Viver de novo a vida sem esperar
Sonhar o velho sonho
Que temos adiado
E ver este País a acordar.

Livre e Fraterno Portugal
Justo e Alegre Portugal
País feito do mar,
País feito do amor,
País do nosso sonho
Portugal

Voltarmos a cantar este País
Que espera para voltar a ser feliz
Que a Praça da Canção
Não seja uma ilusão
E possa ser refrão dentro de nós.

Livre e Fraterno Portugal
Justo e Alegre Portugal
País feito do mar,
País feito do amor,
País do nosso sonho
Portugal



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