publicado por gondomaralegre2011 | Sábado, 11 Dezembro , 2010, 20:44

 

“Sei que este combate é difícil, mas eu estou habituado a combates difíceis, eu sou um resistente”, afirmou Manuel Alegre num jantar de apoiantes na Guarda, onde concluiu a volta da pré-campanha por todos os distritos e regiões do país e pela emigração.

 

 “Temos que dar uma volta à situação e à crise", apelou Manuel Alegre. “Os nossos estados endividaram-se para salvar o sistema financeiro, os lucros foram privatizados e os que provocaram a crise estão a beneficiar dos sacrifícios que nos foram impostos” denunciou, considerando que “é uma situação imoral, que põe em causa a qualidade da democracia.” “E isto não é só um problema económico, não é só um problema financeiro, é um problema político” disse Manuel Alegre, acrescentando que “a democracia avalia-se pelos seus resultados concretos”.

 

Manuel Alegre explicou que “a direita europeia está a aproveitar esta crise para pôr em causa direitos que custaram a luta de gerações”, como “o pacto social que nasceu depois do nazismo”, e “a baixar os custos de produção desvalorizando o trabalho”. E a direita portuguesa, disse, “segue o exemplo da direita europeia. Apresentou um projecto de revisão constitucional que é um programa de governo e um projecto estratégico para esvaziar o conteúdo social da nossa democracia”. E é isso, sublinhou, que “vai estar em causa em 23 de Janeiro”.

 

Alegre lembrou que “18 por cento dos portugueses vivem no limiar da pobreza” e “se a direita fizesse aquilo que quer, que é destruir o Estado social e diminuir as prestações sociais, esses 18 por cento passariam rapidamente para uns 40 por cento.” E interrogou-se: “como é que poderia haver estabilidade política e como é que não haveria uma explosão social?”

 

“Por isso digo e repito”, afirmou o candidato, “comigo na Presidência ninguém tocará no SNS, na escola pública, na segurança social pública, no conceito de justa causa nos despedimentos”. E este “é um compromisso que o actual Presidente não pode assumir”.

 

Temos que resolver o problema da competitividade

 

“Mas temos outras batalhas que resultam das nossas carências próprias”, lembrou Manuel Alegre, insistindo que “temos que procurar novos caminhos, refazer o nosso tecido produtivo e o nosso tecido industrial”. “É preciso voltar à agricultura e às pescas, redescobrir o mar e voltar a cultivar a terra, não podemos é pagar para não produzir”, defendeu. Numa alusão aos tempos em que o actual PR foi primeiro-ministro, Alegre criticou o facto de se ter negociado mal nessa altura e “isso teve consequências económicas e sociais”.

“Temos de resolver o problema da competitividade da nossa economia”, disse Manuel Alegre, mas “isso não se faz com modelos ultrapassados de mão-de-obra barata e impreparada, faz-se adaptando o nosso mercado aos muitos jovens licenciados.” “É preciso que esses jovens encontrem no mercado de trabalho uma resposta”, defendeu, elogiando o facto de no recente relatório da OCDE “o nosso país ter chegado à média europeia das qualificações”.

 

O problema da competitividade resolve-se com inovação tecnológica, com inovação social, com responsabilidade social das empresas”, defendeu. “Ainda hoje em Gouveia, exemplificou, “vi uma unidade de cuidados continuados, uma unidade de ponta em qualquer parte do mundo”, o que prova que “o interior pode ter serviços de excelência.” “Esse é o caminho, criar coisas novas, espírito competitivo e de risco, inovação tecnológica e social”, concluiu.

 

O papel do PR é abrir uma janela de esperança

 

“Este é um momento crucial. Tenho consciência da dificuldade deste combate”, disse Manuel Alegre. “Sei que algumas das medidas que vão ser tomadas, por eu ter o apoio do PS, vão pesar também sobre a minha própria candidatura. Mas eu não tenho medo disso”, salientou, “é preciso ter a coragem de enfrentar as dificuldades e dar um sentido ao sacrifício dos portugueses.” “Temos de abrir uma janela de esperança. E esse é o papel do Presidente”, afirmou, “dar uma perspectiva aos portugueses. Porque não se pode viver sem esperança.”

 

"Não me candidato para governar, para fazer ou desfazer governos, nem sequer para garantir a permanência deste governo", não é esse, para Manuel Alegre, o papel de um Presidente. "O PR é um regulador, um moderador político e social" disse o candidato, que reiterou: "O meu papel é assumir que um governo, qualquer que ele seja, que tente alterar o conteúdo social da nossa democracia terá a minha oposição com todos os poderes presidenciais", garantia que foi recebida com forte aplauso dos presentes.

 

Sei que este combate é difícil e estou habituado a combates difíceis”, disse o candidato. “Eu sou um resistente, sou um combatente, lutei contra o fascismo, sou dos que ajudou a fundar e a construir esta democracia, vou-me bater até ao fim, não por mim, mas por uma nova esperança democrática para Portugal”. No dia 23 de Janeiro, apelou, “não sou só eu que sou candidato, são todos vocês”.

 

“Sei que no meu partido alguns estão zangados comigo, por posições que eu tomei”, disse ainda. “Mas o PS foi feito por gente assim, que sempre pensou pela sua cabeça e fez do PS um partido plural”, lembrou, recordando o que aconteceu com Mário Soares, Salgado Zenha, Sottomayor Cardia. Essa é que é a força do PS”. Por isso “aqueles que estão amuados desamuem-se, porque este é também o vosso combate, não o queiram perder porque seria Portugal a perder. Estamos aqui para somar, para unir, para mobilizar".

 

Manuel Alegre terminou lembrando que a sua candidatura é também em nome do futuro da juventude “para que tenha um lugar ao sol em Portugal e se liberte desta precariedade em que está a sua vida”. “É a primeira geração que não tem a possibilidade de chegar onde chegaram os seus pais”, alertou, “muitos jovens começam a descrer de si próprios e do país. Isto não é tolerável, porque estamos a comprometer o futuro de Portugal”.

 

“Temos de estar preparados para as manipulações, temos que saber resistir”, avisou Manuel Alegre, lembrando que “vão querer eleger Cavaco Silva a qualquer preço, porque precisam dele para poderem fazer aquilo que querem. Mas não vamos permitir, vamos lutar”, apelou, confiante que “desta vez a segunda volta é possível e, na segunda volta, a vitória”.

 

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Hino Nacional
"A Portuguesa"




“Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa hu-
mana e na vontade popular e empen-
hada na construção de uma socieda-
de livre, justa e solidária”.
(Constituição Rep. Portuguesa-art.1º)

«O melhor que a história nos pode dar
é suscitar o nosso entusiasmo»
(Goethe).


gondomaralegre2011@sapo.pt
gondomaralegre2011@gmail.com



Biografia de Manuel Alegre





Estrutura da Candidatura

Apoiantes de Manuel Alegre











1


2


3


4


5


6


7


8


9


10


11


12


13






António Arnaut



Carlos Brito



Isabel Castro



José Niza



Toni



André Freire

Hino da Campanha



LIVRE E FRATERNO PORTUGAL


Voltar a acreditar neste País
Voltarmos a regar nossa raiz
Voltarmos a sorrir
Sem nuvens a tapar
O sol que vai brilhar no nosso olhar.

Voltar a inventar este lugar
Viver de novo a vida sem esperar
Sonhar o velho sonho
Que temos adiado
E ver este País a acordar.

Livre e Fraterno Portugal
Justo e Alegre Portugal
País feito do mar,
País feito do amor,
País do nosso sonho
Portugal

Voltarmos a cantar este País
Que espera para voltar a ser feliz
Que a Praça da Canção
Não seja uma ilusão
E possa ser refrão dentro de nós.

Livre e Fraterno Portugal
Justo e Alegre Portugal
País feito do mar,
País feito do amor,
País do nosso sonho
Portugal



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