publicado por gondomaralegre2011 | Terça-feira, 18 Janeiro , 2011, 07:00

E porque a vida sabe sempre acontecer quando menos esperamos, eu, que sou daqueles que se revêem na Doutrina Social da Igreja, tenho a esperança, aliás, tenho a Fé de acreditar que os portugueses também irão preferir na Presidência da República um homem alegre a um homem austero.

 

Ao Povo Livre jornal do então Partido Popular Democrático (PPD), devo a minha militância social democrata. Através dele conheci os ideais de Francisco Sá Carneiro e assim vibrei com as suas sucessivas vitórias eleitorais. Anos mais tarde, contribuí para que Cavaco Silva chegasse a S. Bento e alcançássemos estabilidade política. Com Durão Barroso tive a honra de contribuir, no Governo, para restituir a dignidade aos nossos antigos combatentes.

 

Nesta minha vida política de mais de 30 anos convivi com primeiros-ministros e presidentes da República. E sei, de experiência própria, que S. Bento não é Belém.

Em Belém, precisamos de um presidente que saiba que não se pode viver sem ideias e que debate político não é insulto pessoal.

 

Em Belém, precisamos de um presidente que tenha de Portugal uma visão incompatível com qualquer forma de abdicação nacional, seja ela abdicação aos mercados financeiros ou aos especuladores internacionais.

 

Em Belém, precisamos de um presidente para quem a «atlanticidade» seja a trave mestra da nossa identidade. Atlanticidade que desde a escrita de Camões é para nós um factor de poder na cena internacional e não quem olhe apenas para Portugal como "o bom aluno europeu". Bom é não esquecer que nós sempre fomos Europa, muito antes de outros o serem.

 

Em Belém, precisamos de um presidente que fale alto e claro, que defenda patrioticamente o seu país e não quem tenha uma visão de Portugal como aquele país "quietinho" a que Pessoa chamava de pacóvio ou provinciano. Basta de termos em Belém quem goste de ser, pela gestão sistemática do silêncio uma advinha, envolta num mistério dentro de um enigma.

 

E num tempo em que parece que "ninguém sabe que coisa quer, nem ninguém conhece que alma tem, nem o que é mau nem o que é bem", precisamos em Belém de alguém que use com orgulho a palavra pátria e que, na era inevitável e irreversível da mundialização, dê a Portugal uma estratégia assente naquilo em que contamos no mundo: a História, a língua e os afectos.

 

Em Belém, precisamos de alguém que dignifique os nossos militares e que assuma, por inteiro, o papel de comandante supremo das Forças Armadas e não quem, em cinco anos de mandato, nunca tenha reunido com a Comissão Parlamentar de Defesa Nacional e que tenha deixado, a propósito da Lei de Defesa Nacional, que os quatro Chefes de Estado Maior se digladiassem na praça pública, com direito a primeira página do Expresso. Isto, um chefe de Estado nunca devia permitir. E permitiu.

 

E como a inteligência é poética e a coragem também, talvez seja por isso que Eça de Queiroz diga que Portugal prefere um homem alegre a um homem austero. E porquê? Porque este nunca deu, nunca perdoou, nunca acarinhou, nunca serviu, e aquele é generoso, dedicado, sempre com uma palavra doce, sempre com um rasgo de carinho. E Eça remata: "E por isso todos o amam, e não sei mesmo, Deus me perdoe, se Deus também não o prefere."

 

E porque a vida sabe sempre acontecer quando menos esperamos, eu, que sou daqueles que se revêem na Doutrina Social da Igreja, tenho a esperança, aliás, tenho a Fé de acreditar que os portugueses também irão preferir na Presidência da República um homem alegre a um homem austero. Para conforto das memoráveis palavras de Eça de Queiroz e para conforto de um país com nove séculos de História e que se chama Portugal.

 

 

Henrique de Freitas

 

 




Hino Nacional
"A Portuguesa"




“Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa hu-
mana e na vontade popular e empen-
hada na construção de uma socieda-
de livre, justa e solidária”.
(Constituição Rep. Portuguesa-art.1º)

«O melhor que a história nos pode dar
é suscitar o nosso entusiasmo»
(Goethe).


gondomaralegre2011@sapo.pt
gondomaralegre2011@gmail.com



Biografia de Manuel Alegre





Estrutura da Candidatura

Apoiantes de Manuel Alegre











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6


7


8


9


10


11


12


13






António Arnaut



Carlos Brito



Isabel Castro



José Niza



Toni



André Freire

Hino da Campanha



LIVRE E FRATERNO PORTUGAL


Voltar a acreditar neste País
Voltarmos a regar nossa raiz
Voltarmos a sorrir
Sem nuvens a tapar
O sol que vai brilhar no nosso olhar.

Voltar a inventar este lugar
Viver de novo a vida sem esperar
Sonhar o velho sonho
Que temos adiado
E ver este País a acordar.

Livre e Fraterno Portugal
Justo e Alegre Portugal
País feito do mar,
País feito do amor,
País do nosso sonho
Portugal

Voltarmos a cantar este País
Que espera para voltar a ser feliz
Que a Praça da Canção
Não seja uma ilusão
E possa ser refrão dentro de nós.

Livre e Fraterno Portugal
Justo e Alegre Portugal
País feito do mar,
País feito do amor,
País do nosso sonho
Portugal



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