publicado por gondomaralegre2011 | Domingo, 09 Janeiro , 2011, 11:13

 

Domingo, dia 9 de Janeiro

 

RTP
RTP1: 19h05-19h10
RTP2: 20h05-20h10
RTP ÁFRICA: 19h05-19h10
RTPI: 19h35-19h40
RTP AÇORES: 19h45-19h50 (HORA LOCAL)
RTP MADEIRA: 20h35-20h40

SIC: 19h15-19h20

TVI: 19h15-19h20

  

  


publicado por gondomaralegre2011 | Domingo, 09 Janeiro , 2011, 11:11

 

 

"Vamos à luta!" foi o grande apelo deixado por Manuel Alegre esta noite em Almada, na véspera do arranque da campanha eleitoral. E é também esse o mote para o início da campanha, que começa neste domingo, com novos out-doors em todo o país e com a nossa vontade de levarmos a todos os portugueses esta mensagem simples: Manuel Alegre é a nossa garantia de defesa da Democracia e do Estado social. Precisamos dessa garantia na Presidência da República! Vamos à luta!

 

 


publicado por gondomaralegre2011 | Domingo, 09 Janeiro , 2011, 01:33



Jorge Sampaio intervindo, manifestando o seu apoio a Manuel Alegre, na Apresentação do Manifesto Presidencial e da Comissão de Honra, da qual fazem parte gondomarenses  de vários quadrantes, de apoio à candidatura de Manuel Alegre a Presidente da República no Centro de Congressos de Lisboa, Antiga FIL, na Junqueira a 19 de Dezembro de 2010.

 

 


publicado por gondomaralegre2011 | Domingo, 09 Janeiro , 2011, 01:03

 

 

14h00 – Reunião com a Federação Agrícola dos Açores. Local, sede da Federação, Ribeira Grande

 

15h30 – Audiência com Presidente do Governo Regional dos Açores. Local, Palácio de Santana

 

17h00 – Reunião com Associação de Municípios dos Açores. Local, Hotel Royal Garden, Ponta Delgada

 

20h30 – Jantar com apoiantes. Local: Pirâmide, Recinto da Associação Agrícola, Santana, Ribeira Grande

 

 


publicado por gondomaralegre2011 | Domingo, 09 Janeiro , 2011, 00:54

Manuel Alegre no almoço com sindicalistas em Palmela

 

 

"Desta vez não há lugar à indiferença, não há lugar a baixar os braços, não há lugar à abstenção", afirmou Manuel Alegre esta tarde num almoço com mais de 500 sindicalistas e activistas do mundo laboral, em Palmela. "Estou aqui com aqueles com quem quero estar, não estão aqui representantes da alta finança nem dos grandes interesses que querem dominar o poder democrático", disse, emocionado, o candidato, explicando o que está em causa em 23 de janeiro: "Estão em confronto dois projectos – um projecto progressista, democrático, baseado nos valores da justiça social e da Constituição da República e um projecto conservador e que tem características restauracionistas."

 

Alegre enunciou as principais diferenças de visão e de projecto que o separam de Cavaco Silva, destacando uma outra visão da posição de Portugal no mundo e na Europa e prometeu, depois de eleito, convocar "em Lisboa grandes figuras europeias, da esquerda e não só, para uma nova reflexão sobre a Europa. Grandes figuras, sindicalistas de toda a Europa, dirigentes políticos, mas também pensadores, filósofos, escritores, gente que pensa a civilização democrática europeia, para abrir uma nova perspectiva e para que se possa salvar o sonho dos que quiseram uma Europa democrática entre Estados soberanos iguais, e não onde uns são mais do que quase todos os outros."

 

Manuel Alegre explicou ainda os riscos de desmantelamento dos direitos sociais e dos serviços públicos que a Constituição consagra e afirmou: "Por isso eu sei que neste momento sou um alvo. Porque sou um empecilho àquilo que parecia que já estava feito. Parecia que tudo estava resolvido, que não ia haver competição, que não ia haver eleições, ia haver uma espécie de coroação. Mas não. Há competição, vai haver eleição, vai haver luta até ao fim. E desta vez temos todas as condições para ir à segunda volta e ganhar esta eleição."

 

Antes da intervenção de Manuel Alegre, discursaram os dirigentes sindicais Carlos Trindade e Ulisses Garrido, da Comissão Executiva da CGTP, Mário Jorge, do Sindicato Independente dos Médicos, António Chora, da Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa e João Proença, da UGT.

 

Durante a manhã,o candidato visitou o Montijo numa arruada com cerca de cem apoiantes, onde recebeu entusiásticos votos de encorajamento por parte da população enquanto percorria locais emblemáticos como a Praça da República, o Mercado Municipal e o Mercado da Reforma Agrária.

 

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publicado por gondomaralegre2011 | Domingo, 09 Janeiro , 2011, 00:49

 

Que gente somos nós se deixarmos que transformem o país num imenso BPN – um descomunal casino, em que dirigentes políticos comandam ou cobrem os que comandam as roletas viciadas que lhes enchem os bolsos, a eles e aos seus cúmplices, com o dinheiro extorquido aos pobres portugueses que somos?

 

Que Presidente é este que pôs no seu governo os ladrões do Banco Português de Negócios? Os que depois fizeram do BPN, a que o Presidente esteve sempre estreitamente ligado, um casino com uma roleta viciada, em que o Presidente e família ganharam, em semanas, o suficiente para comprar três ou quatro casas para os desgraçados portugueses que, por causa de gente desta, ficaram sem abrigo. E sem emprego.

 

Que gente somos nós se deixarmos que transformem o país num imenso BPN – um descomunal casino, em que dirigentes políticos comandam ou cobrem os que comandam as roletas viciadas que lhes enchem os bolsos, a eles e aos seus cúmplices, com o dinheiro extorquido aos pobres portugueses que somos?

 

Pobres e estúpidos, se permitirmos que gente desta nos governe. E que continue a roubar, sob a capa dos impostos, os pobres que somos – está estatisticamente provado que um em cada cinco portugueses vive abaixo do limiar da pobreza.

 

Que Presidente é este que quer continuar a sê-lo e nos propõe para o futuro a atitude do medo: curvar a cabeça perante o Banco Internacional de quem somos credores, e não abrir a boca, que ele pode zangar-se e ainda subir mais os juros!

 

Vivemos, os da minha geração e de Manuel Alegre, os que sofremos perseguições e exílio, o medo de Salazar e da PIDE. Hoje acenam-nos com outro papão, mais angustiante ainda do que esse porque não tem cara nem contorno. Não nos contentemos com cantar-lhe a canção que o expulsa “de cima deste telhado”, expulsemo-lo com o poder que o nosso voto nos dá.

 

Que gente somos nós se deixarmos que seja eleito um Presidente que cauciona e nos propõe mesmo uma tal sujeição?

 

 

Teresa Rita Lopes

 

 


publicado por gondomaralegre2011 | Domingo, 09 Janeiro , 2011, 00:46

Um dos aspectos que recomendam uma segunda volta é o do cabal esclarecimento do “caso BPN”.

 

Voto por uma segunda volta nas presidenciais. É público que apoio Manuel Alegre sem objecções de consciência. Com isto quero dizer que o apoio como o fiz com Jorge Sampaio, por algo mais do que ser contra “o outro”. “Contra o outro” fui - quando votei Mário Soares contra Freitas do Amaral há muito, muito tempo. “Votar por” é diferente. Nunca precisei de concordar com tudo o que Jorge Sampaio tivesse dito para lhe dar o meu voto. “Votar por” era estar, no essencial, de acordo com um entendimento da função presidencial num contexto preciso. Manuel Alegre tem sido muito claro sobre dois pontos: primo, não lhe compete apoiar ou desapoiar governos, qualquer que seja a sua cor. É corajoso da sua parte afirmá-lo. Segundo, Alegre tem definido sem ambiguidade as suas próprias linhas vermelhas – as que usará, através do poder de veto, se algum governo quiser destruir as grandes aquisições sociais da revolução democrática, nomeadamente a universalidade dos serviços públicos, condição da sua qualidade. Concordo.

 

Esta clarificação é de enorme importância quando se sabe que a entrada formal do FMI em Portugal é uma forte probabilidade. Uma segunda volta permitirá que a disputa se faça entre esta interpretação social da função presidencial e a de Cavaco Silva, que conhecemos da sua prática como primeiro ministro, antes, e a de presidente, entretanto.

 

Há, contudo, outro aspecto que recomenda uma segunda volta – a do cabal esclarecimento do “caso BPN”. Ele entrou pelas presidenciais dentro e o modo como Cavaco Silva se “atirou” aos actuais gestores do buraco implica esclarecimentos suplementares. Desde logo, o actual PR costuma ser mais do que circunspecto com “os mercados” – tem, aliás, criticado Alegre por este criticar os nossos credores – e as suas declarações só agravam a já de si remota possibilidade de alienação do BPN e consequente hipótese de recuperação de “algum” do que lá tem sido metido. Por outro lado, Cavaco Silva sabe que não se pode comparar o incomparável – e, no entanto, ele fê-lo. A questão é porquê? Apenas para desviar as atenções dos antigos executivos do banco? Finalmente, as afirmações do PR atingem o actual presidente da CGD, que é da sua própria comissão política de candidatura... tanto quanto Dias Loureiro foi membro do seu Conselho de Estado e o homem forte do BPN e SLN foi seu secretário de Estado. 

 

Que a dupla BPN/SLN é uma criação realizada à sombra do cavaquismo é hoje incontroverso. Que Cavaco investiu poupanças pessoais na SLN e que daí retirou mais-valias, também. Diverso é o debate sobre o seu papel. É melhor que este se faça sob escrutínio público do que, mais tarde, em condições institucionais mais envenenadas.

 

Miguel Portas

in “Sol”


publicado por gondomaralegre2011 | Domingo, 09 Janeiro , 2011, 00:40

 

Alegre Manuel alegre até à morte
Que lindo nome para um homem triste
Que lindo nome para um homem forte.

Alegre Manuel despedaçado
Pela espada da língua portuguesa:
A palavra saudade a palavra tristeza
A palavra futuro a palavra soldado
Alegre Manuel aberto cravo
Aos ventos da certeza.

Alegre Manuel aqui mais ninguém fala
Tão alto como tu ninguém se cala
Com essa dor serena e construída
Não apenas de versos mas de vida.

Alegre Manuel as línguas do teu canto
Ateiam-nos o fogo.
Neste lugar de lama e desencanto
Tornas vermelho o povo.

José Carlos Ary dos Santos

“Fotos-grafias”, Quadrante, Lisboa, 1970

 

por  Emília Gil

 

 

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