publicado por gondomaralegre2011 | Domingo, 09 Janeiro , 2011, 01:33



Jorge Sampaio intervindo, manifestando o seu apoio a Manuel Alegre, na Apresentação do Manifesto Presidencial e da Comissão de Honra, da qual fazem parte gondomarenses  de vários quadrantes, de apoio à candidatura de Manuel Alegre a Presidente da República no Centro de Congressos de Lisboa, Antiga FIL, na Junqueira a 19 de Dezembro de 2010.

 

 


publicado por gondomaralegre2011 | Domingo, 09 Janeiro , 2011, 01:03

 

 

14h00 – Reunião com a Federação Agrícola dos Açores. Local, sede da Federação, Ribeira Grande

 

15h30 – Audiência com Presidente do Governo Regional dos Açores. Local, Palácio de Santana

 

17h00 – Reunião com Associação de Municípios dos Açores. Local, Hotel Royal Garden, Ponta Delgada

 

20h30 – Jantar com apoiantes. Local: Pirâmide, Recinto da Associação Agrícola, Santana, Ribeira Grande

 

 


publicado por gondomaralegre2011 | Domingo, 09 Janeiro , 2011, 00:54

Manuel Alegre no almoço com sindicalistas em Palmela

 

 

"Desta vez não há lugar à indiferença, não há lugar a baixar os braços, não há lugar à abstenção", afirmou Manuel Alegre esta tarde num almoço com mais de 500 sindicalistas e activistas do mundo laboral, em Palmela. "Estou aqui com aqueles com quem quero estar, não estão aqui representantes da alta finança nem dos grandes interesses que querem dominar o poder democrático", disse, emocionado, o candidato, explicando o que está em causa em 23 de janeiro: "Estão em confronto dois projectos – um projecto progressista, democrático, baseado nos valores da justiça social e da Constituição da República e um projecto conservador e que tem características restauracionistas."

 

Alegre enunciou as principais diferenças de visão e de projecto que o separam de Cavaco Silva, destacando uma outra visão da posição de Portugal no mundo e na Europa e prometeu, depois de eleito, convocar "em Lisboa grandes figuras europeias, da esquerda e não só, para uma nova reflexão sobre a Europa. Grandes figuras, sindicalistas de toda a Europa, dirigentes políticos, mas também pensadores, filósofos, escritores, gente que pensa a civilização democrática europeia, para abrir uma nova perspectiva e para que se possa salvar o sonho dos que quiseram uma Europa democrática entre Estados soberanos iguais, e não onde uns são mais do que quase todos os outros."

 

Manuel Alegre explicou ainda os riscos de desmantelamento dos direitos sociais e dos serviços públicos que a Constituição consagra e afirmou: "Por isso eu sei que neste momento sou um alvo. Porque sou um empecilho àquilo que parecia que já estava feito. Parecia que tudo estava resolvido, que não ia haver competição, que não ia haver eleições, ia haver uma espécie de coroação. Mas não. Há competição, vai haver eleição, vai haver luta até ao fim. E desta vez temos todas as condições para ir à segunda volta e ganhar esta eleição."

 

Antes da intervenção de Manuel Alegre, discursaram os dirigentes sindicais Carlos Trindade e Ulisses Garrido, da Comissão Executiva da CGTP, Mário Jorge, do Sindicato Independente dos Médicos, António Chora, da Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa e João Proença, da UGT.

 

Durante a manhã,o candidato visitou o Montijo numa arruada com cerca de cem apoiantes, onde recebeu entusiásticos votos de encorajamento por parte da população enquanto percorria locais emblemáticos como a Praça da República, o Mercado Municipal e o Mercado da Reforma Agrária.

 

Ler mais  aqui

 

 


publicado por gondomaralegre2011 | Domingo, 09 Janeiro , 2011, 00:49

 

Que gente somos nós se deixarmos que transformem o país num imenso BPN – um descomunal casino, em que dirigentes políticos comandam ou cobrem os que comandam as roletas viciadas que lhes enchem os bolsos, a eles e aos seus cúmplices, com o dinheiro extorquido aos pobres portugueses que somos?

 

Que Presidente é este que pôs no seu governo os ladrões do Banco Português de Negócios? Os que depois fizeram do BPN, a que o Presidente esteve sempre estreitamente ligado, um casino com uma roleta viciada, em que o Presidente e família ganharam, em semanas, o suficiente para comprar três ou quatro casas para os desgraçados portugueses que, por causa de gente desta, ficaram sem abrigo. E sem emprego.

 

Que gente somos nós se deixarmos que transformem o país num imenso BPN – um descomunal casino, em que dirigentes políticos comandam ou cobrem os que comandam as roletas viciadas que lhes enchem os bolsos, a eles e aos seus cúmplices, com o dinheiro extorquido aos pobres portugueses que somos?

 

Pobres e estúpidos, se permitirmos que gente desta nos governe. E que continue a roubar, sob a capa dos impostos, os pobres que somos – está estatisticamente provado que um em cada cinco portugueses vive abaixo do limiar da pobreza.

 

Que Presidente é este que quer continuar a sê-lo e nos propõe para o futuro a atitude do medo: curvar a cabeça perante o Banco Internacional de quem somos credores, e não abrir a boca, que ele pode zangar-se e ainda subir mais os juros!

 

Vivemos, os da minha geração e de Manuel Alegre, os que sofremos perseguições e exílio, o medo de Salazar e da PIDE. Hoje acenam-nos com outro papão, mais angustiante ainda do que esse porque não tem cara nem contorno. Não nos contentemos com cantar-lhe a canção que o expulsa “de cima deste telhado”, expulsemo-lo com o poder que o nosso voto nos dá.

 

Que gente somos nós se deixarmos que seja eleito um Presidente que cauciona e nos propõe mesmo uma tal sujeição?

 

 

Teresa Rita Lopes

 

 


publicado por gondomaralegre2011 | Domingo, 09 Janeiro , 2011, 00:46

Um dos aspectos que recomendam uma segunda volta é o do cabal esclarecimento do “caso BPN”.

 

Voto por uma segunda volta nas presidenciais. É público que apoio Manuel Alegre sem objecções de consciência. Com isto quero dizer que o apoio como o fiz com Jorge Sampaio, por algo mais do que ser contra “o outro”. “Contra o outro” fui - quando votei Mário Soares contra Freitas do Amaral há muito, muito tempo. “Votar por” é diferente. Nunca precisei de concordar com tudo o que Jorge Sampaio tivesse dito para lhe dar o meu voto. “Votar por” era estar, no essencial, de acordo com um entendimento da função presidencial num contexto preciso. Manuel Alegre tem sido muito claro sobre dois pontos: primo, não lhe compete apoiar ou desapoiar governos, qualquer que seja a sua cor. É corajoso da sua parte afirmá-lo. Segundo, Alegre tem definido sem ambiguidade as suas próprias linhas vermelhas – as que usará, através do poder de veto, se algum governo quiser destruir as grandes aquisições sociais da revolução democrática, nomeadamente a universalidade dos serviços públicos, condição da sua qualidade. Concordo.

 

Esta clarificação é de enorme importância quando se sabe que a entrada formal do FMI em Portugal é uma forte probabilidade. Uma segunda volta permitirá que a disputa se faça entre esta interpretação social da função presidencial e a de Cavaco Silva, que conhecemos da sua prática como primeiro ministro, antes, e a de presidente, entretanto.

 

Há, contudo, outro aspecto que recomenda uma segunda volta – a do cabal esclarecimento do “caso BPN”. Ele entrou pelas presidenciais dentro e o modo como Cavaco Silva se “atirou” aos actuais gestores do buraco implica esclarecimentos suplementares. Desde logo, o actual PR costuma ser mais do que circunspecto com “os mercados” – tem, aliás, criticado Alegre por este criticar os nossos credores – e as suas declarações só agravam a já de si remota possibilidade de alienação do BPN e consequente hipótese de recuperação de “algum” do que lá tem sido metido. Por outro lado, Cavaco Silva sabe que não se pode comparar o incomparável – e, no entanto, ele fê-lo. A questão é porquê? Apenas para desviar as atenções dos antigos executivos do banco? Finalmente, as afirmações do PR atingem o actual presidente da CGD, que é da sua própria comissão política de candidatura... tanto quanto Dias Loureiro foi membro do seu Conselho de Estado e o homem forte do BPN e SLN foi seu secretário de Estado. 

 

Que a dupla BPN/SLN é uma criação realizada à sombra do cavaquismo é hoje incontroverso. Que Cavaco investiu poupanças pessoais na SLN e que daí retirou mais-valias, também. Diverso é o debate sobre o seu papel. É melhor que este se faça sob escrutínio público do que, mais tarde, em condições institucionais mais envenenadas.

 

Miguel Portas

in “Sol”


publicado por gondomaralegre2011 | Domingo, 09 Janeiro , 2011, 00:40

 

Alegre Manuel alegre até à morte
Que lindo nome para um homem triste
Que lindo nome para um homem forte.

Alegre Manuel despedaçado
Pela espada da língua portuguesa:
A palavra saudade a palavra tristeza
A palavra futuro a palavra soldado
Alegre Manuel aberto cravo
Aos ventos da certeza.

Alegre Manuel aqui mais ninguém fala
Tão alto como tu ninguém se cala
Com essa dor serena e construída
Não apenas de versos mas de vida.

Alegre Manuel as línguas do teu canto
Ateiam-nos o fogo.
Neste lugar de lama e desencanto
Tornas vermelho o povo.

José Carlos Ary dos Santos

“Fotos-grafias”, Quadrante, Lisboa, 1970

 

por  Emília Gil

 

 

tags: ,

publicado por gondomaralegre2011 | Sexta-feira, 07 Janeiro , 2011, 10:48

 

Informações e contacto: aristides.silva@gmail.com

 

 

 


publicado por gondomaralegre2011 | Quinta-feira, 06 Janeiro , 2011, 16:12

Cinco mil quilómetros para chegar a Belém, com o início oficial nos Açores e encerramento no Porto.

 

 

Domingo, 09 de Janeiro – Açores

Início  da campanha eleitoral nos Açores 

Almoço - Ponta Delgada

Tarde - Visitas em Ponta Delgada

Jantar - Jantar na Ribeira Grande

 

Segunda-feira, 10 de Janeiro - Santarém/Leiria

Tarde - Visitas nos Distritos de Santarém/Leiria

Noite - Comício no Sport Clube Marinhense, Marinha Grande

 

Terça-feira, dia 11 – Algarve

Almoço - Portimão; Tarde - Visita no Distrito de Faro; Noite - Comício no Auditório do Conservatório Regional do Algarve, Faro

 

Quarta-feira, dia 12 - Beja/Évora

Almoço - Beja;

Tarde - Visitas nos Distritos de Beja/Évora;

Noite - Comício no Teatro Municipal Garcia Resende

 

Quinta-feira, dia 13 -Portalegre/Castelo Branco

Almoço - Portalegre;

Tarde - Visitas nos Distritos de Portalegre/Castelo Branco;

Noite - Comício no Cine-teatro Avenida, Castelo Branco

 

Sexta-feira, dia 14 - Guarda/Viseu

Almoço - Guarda;

Tarde - Visitas nos Distritos de Guarda/Viseu;

Noite - Comício no Auditório do Instituto Politécnico de Viseu

 

Sábado, dia 15 – Coimbra

Almoço - Distrito de Coimbra;

Tarde - Visita no Distrito de Coimbra;

Noite - Comício no Teatro Gil Vicente, Coimbra

 

Domingo, dia 16 - Porto/Viana do Castelo

Almoço - Distrito do Porto;

Tarde - Visita no Distrito do Porto;

Noite - Comício no Teatro Sá de Miranda, Viana do Castelo

 

Segunda-feira, dia 17 - Bragança/Vila Real

Almoço - Bragança;

Tarde - Visitas nos Distritos de Bragança/Vila Real;

Noite - Comício no Teatro de Vila Real

 

Terça-feira, dia 18 – Braga

Almoço - Distrito de Braga;

Tarde - Visita no Distrito de Braga;

Noite - Comício no Centro de Congressos e Exposições, Braga

 

Quarta-feira, dia 19 – Aveiro

Almoço - Distrito de Aveiro;

Tarde - Visita no Distrito de Aveiro;

Noite - Comício no Centro Cultural e de Congressos, Aveiro

 

Quinta-feira, dia 20 – Lisboa

Almoço - Distrito de Lisboa;

Tarde - Lisboa;

Noite - Comício no Coliseu dos Recreios, Lisboa

 

Sexta-feira, dia 21 – Porto

Encerramento da campanha eleitoral no Porto

Almoço - Distrito do Porto;

Tarde - Porto;

Noite - Comício no Pavilhão do Académico, Porto

 

 

tags: ,

publicado por gondomaralegre2011 | Quinta-feira, 06 Janeiro , 2011, 14:23

 

A não perder.

 

 


publicado por gondomaralegre2011 | Quinta-feira, 06 Janeiro , 2011, 14:04

Mais de 2.500 pessoas estiveram com Manuel Alegre

 

 

Estamos a mudar a história aqui na Madeira e vamos mudar a história destas eleições presidenciais em Portugal. A segunda volta começou hoje aqui no Funchal”, afirmou Manuel Alegre perante mais de duas mil e quinhentas pessoas.

 

No maior jantar de sempre realizado pela esquerda na Madeira,  Manuel Alegre, afirmou que “a autonomia tem de rimar com democracia”, sublinhando que “não é propriedade de nenhum partido nem de nenhum homem, pertence aos povos insulares e tem que estar ao serviço de todos e não apenas dos amigos de quem manda numa região autónoma”. Os cidadãos portugueses, defendeu, “devem ter os mesmos direitos, que devem ser respeitados em todo o território nacional”.

 

Ler aqui

 

 


publicado por gondomaralegre2011 | Quinta-feira, 06 Janeiro , 2011, 13:54

Apresentamos o novo blogue de apoio à candidatura de MANUEL ALEGRE.

Alegro

Eles bem nos dizem:

Estejam caladinhos, falem baixinho, não questionem, não se manifestem, sejam bons alunos. Paguem!

 

Eles bem nos avisam:

Façam tabus como nós, não digam mal dos credores, não contestem. Paguem!

 

Eles não dizem, mas pensam:

Calem-se e... paguem (ponto final)

 

Eles fazem-nos crer que não é preciso eleições porque elas estão ganhas antes de abrirem as urnas. E martelam, martelam, como o miúdo, para que nós deixemos de pensar que só existe o destino que nós quisermos.

 

E nós, meio adormecidos de tanto ser martelados, de tanto pagarmos, quase acreditámos até que a vozinha do ano novo fez ouvir, aos que já estão na barra da direita e aos outros que se lhe irão juntar, que não, que não estamos mortos e que acreditamos que 2011 vai ser muito mais alegre do que aquilo que eles, os dos silêncios e das trevas, nos querem convencer.

Por isso aqui estamos.

 

Pianíssimo, para não passarmos desapercebidos, como acontece nas salas de concerto que calam as tosses para que os instrumentos toquem de mansinho os sentimentos.

 

Luis Novaes Tito

in  Alegro Pianissimo

 

 

 


publicado por gondomaralegre2011 | Terça-feira, 04 Janeiro , 2011, 14:41

 

 

 


publicado por gondomaralegre2011 | Terça-feira, 04 Janeiro , 2011, 14:27

 

Faço minhas as palavras de Manuel Alegre, já não dirigidas ao Eusébio

de outros tempos mas dirigidas ao próprio Manuel Alegre:

 

 

Há dribles que ninguém faz.
São toques e mais toques para o lado.
Falta alegria e festa.
Falta a surpresa,
alguém que remate, de repente,
contra a tristeza!

 

Precisamos de ti, mais uma vez,
de alguém que, onde é só cinza, seja fogo.
De alguém que chute de quarenta metros
e vire o jogo!

 

Alguém que rompa, de repente.
Alguém que venha e desempate.

Precisamos de ti, mais uma vez,
de teu rasgo, teu risco, teu remate.
Alguém que, finalmente,
marque um golo português!

 

Aristides Silva

 

retirado daqui

 

 

tags: ,

publicado por gondomaralegre2011 | Terça-feira, 04 Janeiro , 2011, 14:02

 

 

 

9. Outra economia, outra estratégia, outro paradigma

 

Precisamos de outro modelo económico, de uma economia de quem partilha e é capaz de multiplicar valor sem exploração e sem subsídio - dependência, de uma economia de quem sabe criar emprego, inovar e valorizar as suas empresas e os seus trabalhadores. Precisamos de uma economia ao serviço das pessoas, não das pessoas ao serviço da economia.

 

O excesso de endividamento afecta a soberania e a autonomia de decisão de um país. Precisamos de políticas de rigor financeiro e de consolidação das finanças públicas, indispensáveis para se poderem desenvolver políticas de emprego, de crescimento económico e de defesa dos direitos sociais. Mas não podemos ficar reféns de políticas de austeridade recessivas.

 

Temos razões estruturais para a crise. Não nos libertaremos dos credores se não mudarmos o nosso modelo de desenvolvimento, baseado em salários baixos, fraca especialização produtiva, degradação dos recursos naturais e pouca exigência em matéria de gestão. Portugal não pode continuar a ter uma economia assente apenas na mão-de-obra barata e no betão. Também não deve transformar-se numa economia exclusivamente de serviços.

 

Precisamos de refazer o nosso tecido produtivo e de uma nova estratégia de desenvolvimento, competitiva, solidária e sustentável, com mais inovação, mais emprego e mais coesão. Precisamos de mudar de paradigma.

 

Temos de compensar as nossas debilidades estruturais com políticas activas de qualificação das pessoas, das instituições e do território.

 

Temos de olhar para os nossos recursos: voltar a dar à agricultura um papel multifuncional de defesa da saúde alimentar, do bem-estar e da paisagem; dignificar o mundo rural; defender a fileira florestal; proteger a natureza e os valores ambientais; valorizar os recursos marinhos e a orla costeira.

 

O território continental de Portugal tem uma extensão de 90.000 km2. Com as ilhas e a zona económica exclusiva, o nosso território amplia-se para 1 milhão e meio de Km2. Temos de voltar ao mar, não apenas como meio de aproximação entre os povos, mas como recurso fundamental, numa lógica de inovação e descoberta em que podemos voltar a ser pioneiros.

 

Temos de valorizar os nossos diferentes patrimónios, a História, a cultura, a língua, os sítios, as paisagens, a fauna, a flora, a biodiversidade, tudo aquilo que afirma a diferença e a singularidade de Portugal.

 

Temos de apostar na transformação do nosso perfil produtivo em direcção a bens e serviços transaccionáveis com maior valor acrescentado incorporado e com maior dinâmica no comércio internacional. Temos de diminuir a nossa factura energética e melhorar o nosso desempenho ambiental. Temos de incentivar, como tem sido feito, as tecnologias emergentes e os sectores em que temos pontos fortes, como o turismo, o património, as indústrias criativas, a saúde. Dispomos de pólos de investigação de excelência internacional, alguns dos quais tive oportunidade de visitar; de boa cobertura de redes de telecomunicações; de recursos paisagísticos, culturais e naturais com qualidade e diversidade; de um elevado potencial em energias renováveis; e de possibilidades de reforço da cooperação económica e cultural no espaço da Comunidade de Países de Língua Portuguesa.

 

Precisamos de refazer o nosso tecido industrial, não numa lógica de proteccionismo mas de aproveitamento dos recursos endógenos e de incorporação das elevadas qualificações das gerações jovens.

 

Precisamos de investir na economia social, que tem demonstrado em Portugal ser capaz de aliar solidariedade, capacidade organizativa e inovação e que em momentos de crise desempenha um papel insubstituível no apoio aos mais carenciados. Precisamos de combater o desperdício, sem esquecer que o nosso principal desperdício é o desemprego.

 

É altura de não repetir os erros que estiveram na origem desta crise. É altura de procurar novas soluções, sob pena de uma crise muito grave se transformar numa espécie de terceira grande depressão.

 

Como Presidente, sem me substituir ao governo, serei o inspirador de debates sobre as mudanças de que precisamos. E promoverei o diálogo entre todas as forças políticas e todos os parceiros sociais, porque precisamos de convergir num desígnio nacional que nos permita criar em Portugal, como disse António Sérgio, as condições concretas da liberdade e do desenvolvimento em que todos tenham lugar.

 

 

Consulte na íntegra o Contrato Presidencial aqui

 


publicado por gondomaralegre2011 | Segunda-feira, 03 Janeiro , 2011, 16:31

 

 

 

 

 

tags: ,

publicado por gondomaralegre2011 | Segunda-feira, 03 Janeiro , 2011, 16:28

Quando os seus amigos rebentavam com o BPN Cavaco esteve calado. Quando Dias Loureiro mentiu ao Parlamento defendeu-o. Agora fala. Para atacar quem recebeu o presente envenenado.

 

Ainda o debate entre Cavaco Silva e Manuel Alegre. Um dos poucos momentos que deu que falar foram as críticas do Presidente à Caixa Geral de depósitos na gestão que está a fazer do BPN. A comparação que Cavaco Silva fez com a situação inglesa, quando se está, em Portugal, a falar de um caso de polícia, deixa claro para todos que o suposto rigor técnico de Cavaco não tem correspondência com a realidade. Já tinhamos observado isso mesmo quando, com o maior dos descaramentos, explicava, no tom professoral do costume, que o negócio da ponte Vasco da Gama não era uma Parceria Público-Privado.

 

Quando os seus amigos andavam a brincar com o fogo no BPN, Cavaco Silva ficou calado. Quando o caso rebentou, ficou em silêncio. Quando o seu ex-ministro Dias Loureiro mentiu ao Parlamento veio em sua defesa para o tentar segurar no Conselho de Estado. Quando o BPN foi nacionalizado, deixando de fora a SLN, concordou e calou-se.

 

Quando resolve falar Cavaco Silva? Agora. Para criticar quem afundou o BPN num buraco de pelo menos cinco mil milhões de euros? Não. Para assumir que Dias Loureiro e Oliveira e Costa tiveram um comportamento vergonhoso? Não. O Presidente abre a boca pela primeira vez sobre o caso BPN para atacar quem, mal ou bem, recebeu o presente envenenado.

 

Cavaco Silva não consegue disfarçar a sua dificuldade em falar sobre este caso de mãos livres. O descaramento desta acusação - que demonstra também a sua irresponsabilidade institucional - prova que não é, nesta matéria, um homem livre. Um dia saberemos porquê.

 

Daniel Oliveira

in “EXPRESSO”

 

 


publicado por gondomaralegre2011 | Domingo, 02 Janeiro , 2011, 22:57

 

4. O que está em causa nesta eleição

 

O que está em causa nesta eleição não é só a escolha de uma personalidade, embora seja importante saber se vamos ter como Presidente uma personalidade aberta ao mundo, com uma visão de modernidade, liberdade e justiça social, que lute contra as discriminações e não tenha preconceitos conservadores; ou uma personalidade que é contra aquelas leis que mudaram os costumes em Portugal.

 

Mas o que está em causa é muito mais do que isso - é a interpretação dos poderes presidenciais e a defesa do conteúdo social da nossa democracia.

 

A política deve ser um exercício ético. Os portugueses esperam que o Presidente fale com clareza nos momentos difíceis. Que não se esconda por detrás de formalismos, ambiguidades e silêncios geradores de equívocos. A clareza e a frontalidade são um factor de estabilidade para a democracia.

 

Comigo na Presidência da República, como aconteceu com Jorge Sampaio e com Mário Soares, os portugueses terão alguém que defende a cooperação institucional numa base de lealdade, moderação e fidelidade à sua própria interpretação dos sentimentos do País; não alguém que a coberto do ambíguo conceito de “cooperação estratégica” assume a ideia de uma partilha de governação susceptível de gerar conflitos institucionais.

 

Comigo na Presidência da República os portugueses terão alguém com uma visão cultural, histórica e estratégica para Portugal; alguém que sempre disse com orgulho a palavra Pátria, com sentido de modernidade e de futuro; alguém que acredita que Portugal vale a pena; alguém que quer, com todos vós, ajudar a reconstruir a palavra esperança.



 

Consulte na íntegra o Contrato Presidencial aqui

 

 


publicado por gondomaralegre2011 | Sábado, 01 Janeiro , 2011, 11:23

 

Um novo ano nasce e com ele um novo alento. A esperança é difícil mas a esperança constrói-se com as nossas mãos. Conto convosco para uma mudança que dê um sentido e horizonte ao quotidiano dos portugueses. Nestes votos de uma vida melhor, passo-vos este testemunho numa estafeta de luta para um país mais justo e solidário. Apelo-vos a passá-lo de mão em mão, partilhando a nossa página do facebook com amigos. Com todos nós será certamente possível.

Manuel Alegre 

 

Manuel Alegre Facebook

Manuel Alegre Página

 

 

 

tags:

Janeiro 2011
D
S
T
Q
Q
S
S

1

2
3
4
5
6
7
8

9


26
27
28
29

30
31


arquivos
pesquisar neste blog
 
blogs SAPO
subscrever feeds