publicado por gondomaralegre2011 | Domingo, 19 Setembro , 2010, 16:39

Em declarações infelizes ao Jornal i, na sua crónica “espectador comprometido”, Pedro Adão e Silva dá um tiro completamente no ar. O apoio do Partido Socialista ao candidato Manuel Alegre não é meramente burocrático, é sim, em toda a linha, a oportunidade histórica do Partido Socialista acabar com o ciclo de incomunicabilidade entre as esquerdas e sair da humilhação a que as politicas neoliberais do arco do poder vetou o país.

 

Manuel Alegre não é aliado de uma cisão no PS e sobre os seus escombros reerguer uma nova esquerda. Manuel Alegre é a unica esperança para que o PS volte a convergir à esquerda, volte a orientar a essência da sua clarificação e coerência estratégica com base na não renúncia de um horizonte socialista em detrimento de um pragmatismo táctico disposto a tudo para agradar aos mercados e aos inimigos da social-democracia.

 

Já há varios anos que na nossa corrente defendemos:  ”De facto, o PS não tem vida activa real. Não tem contraditório; não tem debate; não tem criatividade; não interage com a sociedade; não reflecte os anseios e os interesses dos seus apoiantes e militantes, que verdadeiramente não ouve. É um corpo que se move por inércia dirigido por cúpulas restritas. Perdeu a noção de colectivo, da discussão e da luta ideológica.

 

A democracia portuguesa precisa de um PS renovado, de esquerda, apto a ser um movimento de transformação social e não apenas uma força de apoio ao Governo. Torna-se, assim, urgente que o Partido Socialista empreenda uma profunda modernização e democratização da sua estratégia, funcionamento, práticas e imagem, abrindo-se à sociedade e aos valores e exigências do nosso tempo e com a definição de uma visão estratégia para o país e que resulte numa base de apoio não apoiada na exausta e abutre lenga lenga neoliberal.”

 

Tão importante como ter o apoio do BE, do PCP e do PS – e ninguém melhor do que Alegre para o conseguir e assim quebrar a incomunicabilidade entre as esquerdas – é forjar as palavras certas, as que redefinem o centro do debate  e promovem alternativa.

 

Convirjo com a ideia de que as esquerdas devem ter sempre a coragem de fazer rupturas com um passado de incomunicabilidade e de que este processo de convergência só pode ser feito na base de políticas substantivas, capazes de romper, de inovar, de animar, de emocionar, de entusiasmar.

 

A urgência de apoio a Manuel Alegre é uma urgência de principio, mas uma urgência de afirmação e combate pela Esquerda. Este cargo tem de ser ocupado por alguém com memória antifascista, experiência política e convicções firmes. Quero alguém capaz de inspirar pela palavra e pela proposta. Eu apoio Manuel Alegre.

 

André Fonseca Ferreira

COES

 

 

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