publicado por gondomaralegre2011 | Segunda-feira, 17 Janeiro , 2011, 08:07

No dia em que Manuel Alegre recebeu dos pescadores na praia de Angeiras a réplica de um barco de pesca com o seu nome, deixamos aqui um dos poemas do Livro do Pescador de Manuel Alegre.



Sétimo poema do pescador


Como estrela cadente
como pedra rolando
na corrente
como lua caindo por detrás das dunas
como revérbero nas águas como reflexo
como um foco na noite
como um cigarro uma lanterna um astro
como escamas luzindo no canal
como o resto de um rasto
como um rastro
como um sinal: nada mais do que um sinal
uma luz a acender e a apagar.
Ou eu
a pescar.


De "O livro do Pescador" incluído em "A Senhora das Tempestades", 1998



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