publicado por gondomaralegre2011 | Sexta-feira, 08 Outubro , 2010, 17:27

Manuel Alegre defende que são os políticos que têm de estar próximos das pessoas, não o contrário, e que o momento actual tem que ser de reflexão e de viragem.

 

 

“São os políticos que têm que estar próximos das pessoas, não são as pessoas que são obrigadas a compreender os políticos", afirmou Manuel Alegre esta noite em Braga, referindo-se ao actual momento de crise. “É preciso uma palavra que dê um sentido às dificuldades e aos sacrifícios que as pessoas estão a passar”, acrescentou, sendo efusivamente aplaudido por cerca de duas centenas de apoiantes presentes no jantar de campanha.

 

 

Manuel Alegre lembrou o que dissera, há cerca de um ano também em Braga, sobre a crise mundial e as receitas então aplicadas pelas instâncias internacionais que estiveram na origem do grande colapso financeiro mundial, defendendo que devíamos ter “uma Europa de crescimento económico, de mais emprego, de mais coesão social e de prosperidade partilhada”. Sublinhando a importância da nossa autonomia, o candidato entende que o momento actual “tem que ser de reflexão e de viragem”, não de conformismo, de resignação, ou de fatalidade.

 

Sobre o “velho problema português do endividamento”, Manuel Alegre considera que não é apenas um problema financeiro, mas da nossa economia. “É preciso uma estratégia de crescimento económico, uma estratégia que tenha políticas de emprego,  uma estratégia integrada de investimentos públicos que sejam um estimulo à nossa economia”, pois " se a nossa economia não cresce, nós vamos da recessão para a recessão,  vamos de dívida para a dívida”, defendeu. E deixa o alerta: “Caímos num ciclo vicioso em que daqui a um ano estarão a anunciar novas medidas e novos sacrificios. E nenhum povo pode viver assim”.

 

É preciso outra visão de Portugal

 

Recusando “uma estratégia de cálculo”, ou “de silêncios”, Manuel Alegre defende que a próxima eleição é “decisiva para o futuro político do nosso País”, pois é preciso outra visão de Portugal na Presidência da República. É preciso alguém com uma visão aberta, com uma visão da liberdade e das liberdades, alguém que não tenha preconceitos em relação às descriminações, sejam elas quais forem”, mas também “alguém que quando promulgar uma lei não venha a seguir desvalorizá-la e que, quando tiver que vetar uma lei, vete”.

 

O candidato defende que “é preciso alguém que fale claro aos portugueses” e tenha uma visão cultural e histórica do país, para quem  “a nação não seja só um manual de economia” e que “ponha as pessoas antes dos números, das estatísticas e do manual de finanças”.

 

É preciso na Presidência da República alguém que garanta a estabilidade social como condição da própria estabilidade política e da estabilidade democrática do nosso País.

 

Manuel Alegre em Braga

  

  


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