publicado por gondomaralegre2011 | Domingo, 17 Outubro , 2010, 15:48

 

 “Transformar esta candidatura numa grande dinâmica social capaz de criar a energia necessária para uma mudança e uma nova esperança para Portugal” foi o grande apelo lançado por Manuel Alegre em Coimbra, num jantar onde mais de 400 apoiantes o aplaudiram com entusiasmo, numa grande jornada de mobilização na cidade cujos mestres e companheiros recordou.

 

“Estou aqui tal como sou”, a pensar “no país e nas pessoas concretas que vão sofrer cortes e congelamentos”, frisou Manuel Alegre, criticando “alguns ex-ministros das Finanças”, “sempre os mesmos, sempre com as mesmas receitas – cortar, cortar, cortar, até acabarem por cortar a nossa paciência e a alegria de viver”.

 

“É tempo de ouvir outras vozes, outros economistas, outros comentadores” disse Manuel Alegre, porque “as mesmas receitas do mesmo neo-liberalismo provocarão as mesmas causas que estiveram na origem da crise mundial”.


“É certo”, reconheceu o orador, “que Portugal precisa de consolidar as finanças públicas.” Mas também precisa “de uma estratégia integrada de investimentos públicos, de novos estímulos para o crescimento, de novas políticas de emprego, do aproveitamento dos nossos recursos e do reforço das políticas de inovação e qualificação”, afirmou, concluindo: “Não há outro caminho para nos libertarmos do ciclo vicioso do endividamento e da dependência”.

“O poder de decisão compete aos órgãos que detêm legitimidade democrática”, frisou o candidato, criticando “os banqueiros que estão a fazer o papel de mediadores, a pressionar as forças políticas e a desempenhar o papel que em princípio devia caber ao PR”. “Não consta que os banqueiros tenham sido eleitos, nem que tenha sido abolido o princípio constitucional da independência do poder político democrático em relação ao poder económico”, alertou, num dos momentos mais aplaudidos do discurso.


“Quem vota em mim, vota em alguém que sabe que a palavra é uma força de inspiração dos povos” disse Manuel Alegre, insistindo: “A palavra, não o cálculo ou a gestão dos silêncios, deve ser a principal arma de um Presidente da República.”


“Comigo na Presidência”, garantiu Manuel Alegre, “nenhum governo, seja ele qual for, porá em causa o Serviço Nacional de Saúde, a Escola Pública, a Segurança Social Pública e o conceito de justa causa”, recordando mais uma vez, por entre muitos aplausos, os compromissos assumidos publicamente no discurso do Centro Cultural de Belém.


“A próxima eleição é decisiva para o futuro político e democrático do país”, explicou Manuel Alegre. “Uma vitória da direita poderá significar o fim das transformações sociais construídas pela democracia nascida do 25 de Abril”, insistiu. Por isso reiterou: “Estou aqui pelos valores de Abril”, “estou aqui contra a precariedade em que vive a nossa juventude”, “estou aqui por um Estado de Direito em que a justiça tem que funcionar doa a quem doer”, “estou aqui pelos 18 por cento de portugueses que vivem no limar da pobreza e que sem as prestações sociais subiriam para 40 por cento”, “as prestações sociais que alguns querem cortar”, acusou, “porque quando falam de cortes é nisso que estão a pensar.”


Defendendo a concertação social e o “papel essencial dos sindicatos na defesa dos direitos dos trabalhadores e dos equilíbrios que deve ter a democracia”, Manuel Alegre apresentou-se como um socialista, um democrata e um patriota, esclarecendo que ser patriota hoje “é ter de Portugal uma visão universalista e aberta ao mundo e à fraternidade com os outros povos".

 

“Nestes tempos difíceis, esta é uma oportunidade que não pode ser perdida”, afirmou o candidato no final da sua intervenção, deixando um apelo a todos os socialistas, todos os bloquistas, todos os comunistas, todas as forças de esquerda, todos os democratas, para se unirem nesta candidatura, porque “é possível esta eleição, é possível derrotar a direita, é possível uma nova esperança para Portugal.”

 

Manuel Alegre lança apelo em Coimbra

 

 


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